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Inovação

 

Desde 1993, esta é a marca da nossa empresa.

origem da palavra "blog"

Quinta, 16 de Agosto de 2007

A palavra blog tem uma origem curiosa. Foi cunhada por acaso no início de 1999, e ainda não é encontrada na maioria dos dicionários tradicionais. Entretanto, ela é dessas coisas da web que vêm e pegam definitivamente. Uma questão prática casual contribuiu para sua difusão, como se verá.
O autor da palavra é Peter Meme, um apaixonado por palavras, seus significados, sua evolução, seus sons. Um exemplo de evolução de palavras é a palavra pé. Ela derivou do laitm pede. Alguém abreviou-a para pee e assim foi usada. Depois alguém cunhou pé e ficou. Em síntese:
pede > pee > pé. (Dá-se o nome de etimologia a isso, ou seja, ao estudo da origem e evolução das palavras.)
Peter Meme, segundo seu próprio relato, estava, em abril ou maio de 1999, distraindo-se com a palavra weblog, uma contração de web log. Web log é expresão usada em uma página da web para apresentar as recomendações de navegação do seu autor. É usada também para designar os registros do servidor que hospeda páginas da web, a partir dos quais são feitas análises e estatísticas sobre as visitas ao site. Peter Meme estava distraindo-se com a palavra weblog no primeiro sentido. E escreveu: “wee-blog”, ou seja, dividiu a palavra de forma diferente, em seguida resumiu para “blog” a passou a usá-la em suas mensagens.
Algumas pessoas que lhe respondiam usavam-na também e ele passou a gostar da brincadeira, principalmente porque a palavra soava-lhe primitiva, sem sentido e, principalmente, porque sua pronúncia em inglês é parecida com o som do vômito. Segundo Meme a palavra teria ‘morrido’ não fosse uma casualidade.
Papel do Acaso – Uma empresa de nome Pyra Labs lançou, em agosto de 1999 (portanto cerca de três ou quatro meses depois), um sistema automático de publicação de weblogs ao qual chamou Blogger. Este sistema teve rápida difusão, sobretudo porque oferecia hospedagem gratuita, o que facilitou também a difusão da palavra blog. Ademais, pelo fato da expressão web log ter dois sentidos muito diferentes como indicado acima, blog passou a ser uma alternativa para designar o uso em páginas da web e evitar-se confusão com os registros efetuados pelos servidores.
Consolidação do Uso – Em 2002 a palavra já era aceita em círculos linguísticos e derivações suas como “República dos Blogs” e “Blogosfera” eram usados com nauralidade pelos internautas.

autor: Ruy Miranda

13.08.2007

O diretor executivo de criação da AvenueA/Razorfish afirma que marcas que não evoluírem serão devoradas pelo concorrentes.

A internet criou um novo ecossistema, que está fora de controle. As marcas que não evoluírem rápido vão ser devoradas pelos concorrentes.
Esta foi a abertura da palestra de Joe Crump, diretor de criação da agência Avenue A/Razorfish, que inaugurou o segundo dia do Digital Age 2.0.
Na era do “darwinismo digital”, o Brasil tem vantagens evolutivas nos negócios online, segundo o publicitário. “Tudo indica que o Brasil será uma das áreas de maior crescimento em todo mundo”, disse Crump, acrescentando: “O futuro está aqui. Ele só está mal distribuído”.
O publicitário apresentou as seis regras que devem nortear as marcas. São elas:
O cliente está no controle. “Ele decide se vai jogar Mentos na sua Coca-Cola ou se vai jogar seu produto no liquidificador”, ele brinca.
A banda larga dá poder a ele. Telefonia na web, vídeo, entretenimento, a capacidade de formar comunidades - tudo está ao alcance do usuário, destaca Crump.
A lealdade às marcas está diminuindo. “O consumidor ainda se apaixona por um marca, mas há estímulos para ele mudar de idéia em um segundo”, destacou o publicitário.
Todas as marcas são digitais. Para o publicitário, não há mais como ignorar o universo digital.
Você tem 50 milissegundos para impressionar. O consumidor decide se gosta ou não do seu site em metade do tempo de um piscar de olhos, diz Crump.
Os plagiadores vão sofrer. “Imagine entrar em um shopping em que todas as lojas são iguais. É entediante”, aponta ele, sentenciando que os clientes não vão perdoar os “copiadores”.
Diante deste cenário, como é possível sobreviver? Para Crump, as marcas com DNA digital devem ter sete características: novas, adaptativas, sociais, mutáveis, imersivas, relevantes e autênticas.

“O que menos me preocupa na hora de criar um site é o tipo de letra ou a aparência. A prioridade é atender necessidades humanas”, destaca Crump.
Uma pesquisa interna com os 2 mil funcionários da Avenue A/Razorfish apontou as marcas que mais se adequam a estes critérios. Flicker, Netflix, Google, YouTube, MySpace e Apple estão entre elas.
Publicado originalmente no IDG Now!
Link: http://idgnow.uol.com.br/internet/2007/08/10/idgnoticia.2007-08-10.9103248752/

agregando valor aos produtos

Segunda, 13 de Agosto de 2007

Recentemente tive acesso a duas - não apenas uma, mas duas - reportagens sobre supermercados norte-americanos que renovaram a área de frutas e verduras, sendo que um deles criou uma outra loja, com um novo conceito, baseado na área de perecíveis.
Em ambos os casos a idéia de agregar valor aos produtos é repetida à exaustão, tanto por parte dos designers que participaram da reforma quanto por parte dos mercadistas. Todos preocupados em valorizar os produtos. Quem diria que cenouras e laranjas pudessem ser tão importantes algum dia!
No primeiro caso, a reforma cuidou de modificar tanto os expositores dos produtos hortifruti, quanto a iluminação e as cores de pisos e paredes ao redor. Além disso, a idéia era de captar a atenção dos Clientes para os produtos expostos, evidenciando suas qualidades, através da exibição de, por exemplo, receitas que os utilizavam. Ensinar que com aquele tomate você faz uma salada com a berinjela que está logo ali ao lado, complementados pelo bom vinagre em promoção, é uma das idéias para tornar o ambiente da loja diferente aos consumidores. Diferenciar, diferenciar e diferenciar. Esta é a palavra de ordem destes vendedores de verduras neste momento.
No segundo caso, a mudança foi geral: não só o nome da nova loja foi estrategicamente pensado para ser sinônimo de algo “fresco”, “saudável” e “em crescimento”, bem como todo o ambiente foi desenhado nestes termos. A diferenciação foi perseguida também com a estratégia de destacar os produtos através da apresentação em conjunto de outros alimentos que formam a deliciosa “receita do dia”, com a criação de vários postos para produtos específicos, comprados por quem vem ao supermercado apenas repor o que está faltando em casa - nestes postos ficam o leite, os ovos, os pães e os sucos e refrigerantes - e também através da oferta de acessórios para o preparo dos alimentos, como grills, espetos e temperos junto às carnes, sugerindo um bom churrasco.
Nesta segunda loja, “agregar valor” também significou “agregar serviços”, e para isso surgiram ilhas de serviço, com espaço para Cash-Dispensers da maioria dos Bancos da região, locadoras de DVDs e revelação de fotos. Além disso, o espaço dos produtos de pet-shop e floricultura foram retirados do fluxos principais das lojas, fazendo com que os consumidores destes produtos permanecessem mais tempo nos espaços a eles destinados. A experiência de compra fica totalmente diferente com medidas deste tipo. A regra é, enfim, agregar mais e mais valor ao estabelecimento.
Você já se imaginou em um supermercado destes? Não, eu não estou falando de um supermercado grande, com centenas de itens dispostos nas prateleiras que você vai e vem, vai e vem, vai e vem, para encontrar aquele produto, finalmente! Não falo também daqueles que concentram lojas e Bancos ao redor, mas que têm lojas e bancos dentro! É muito mais fácil acessar o serviço no supermercado, do que ter que ir ali ao lado ver o saldo do Banco, ou não esquecer de colocar a camisa do marido na tinturaria.
Falo de cadeira, pois sou um “exemplo vivo” de mulher que corre no supermercado. Não tenho tempo para pensar o que falta para fazer o prato especial do domingo - e não raro ligo para o marido que ficou em casa, me ditar o que precisa comprar… - não tenho tempo de pensar (e de fazer) a sobremesa, e adoraria ter pudins e pavês prontinhos para pesar e levar. O conceito existe, mas é parcamente explorado em determinados supermercados que saíram na frente e, em geral, para classes altas da população. E muito, mas muito, ainda tem que ser feito para que eu possa levar uma simples alface e tomates suficientes para que apenas duas pessoas comam uma boa salada no jantar.
Na realidade brasileira, os supermercados gostam de trazer “o melhor pra você”, no discurso. E na prática? Quantos deles efetivamente se preocupam em ter carrinhos de todos os tamanhos à disposição dos Clientes? Quantos efetivamente se preocupam em ter atendentes à disposição dos idosos para auxiliá-los nas compras? - você já tentou ler a validade de um produto no supermercado? Já viu a altura das gôndolas?
Sim, há que contratar mais gente, e o que não falta neste país é gente para ser contratada e treinada, para estar presente no momento em que o Cliente precisa, repondo estoques, arrumando expositores, ajudando, sendo gentil, organizando os momentos de rush.
Não bastam novas gôndolas mais iluminadas e repetitivos tetos sem novidade, a não ser as conhecidas - e econômicas! - lâmpadas fluorescentes tubulares. Há que destacar o lugar da carne, do peixe, das massas, dos dietéticos, dos xampus, das verduras, do feijão e do arroz. Cada um com seu tema, cada um com seu interesse próprio. Parceria de parte dos fabricantes é que não vai faltar, pois alguns deles até ensaiam a diferenciação de suas marcas através de novos displays, pequenos, mas presentes. Interesse por parte de empresas como locadoras, Bancos, tinturarias e até dos Correios, também não falta. Imagine um supermercado onde se entra e se pode, num sábado ou domingo, ter acesso a todos estes serviços juntos? O que falta então? Arrisco-me a apontar: falta vontade e interesse. Se não há competidores no supermercado de soluções para Clientes, ficamos então, todos iguais. Boa carne, frios e aves, todos têm por obrigação oferecer. A disputa por preços, ganha-se aqui, e perde-se ali. O que realmente vale é diferenciação e o serviço. Mas poucos, muito poucos, têm clara esta visão e percebem que, num futuro próximo, inovar será o mote de todos.
Sim, estou falando de supermercados. Mas, e você? O que já fez, hoje, para “agregar valor” à visita de seu Cliente, aí na sua loja?
Fonte: ADforum

a realidade aqui (na minha cidade) é outra

Domingo, 12 de Agosto de 2007

Araçatuba e Aracajú. Caldas Novas e Belém. Bauru e Curitiba. Caxias e Salvador. Citei algumas cidades nas quais estive proferindo palestras este ano para Arquitetos e Designers de Interiores ou ministrando treinamento para equipes de vendas. Em todas elas sempre ouço a mesma advertência: cuidado, aqui na nossa cidade as coisas são diferentes.

Como sou de São Paulo, acho que as pessoas querem que eu não cometa o erro de fazer considerações equivocadas. Sabe, a realidade de Sampa é outra, dizem.

Depois de quase 20 anos nessa estrada, posso dizer que é mais ou menos assim. Por exemplo: escrevo este texto aqui em Araçatuba, interior do Estado de São Paulo, distante cerca de 500 km da capital, perto de Bauru, enquanto aguardo o momento de me reunir com profissionais locais. Andando pela cidade pude perceber que em um raio de 500 m2 encontram-se 6 (é isso mesmo: 6!) cabeleireiros. Duas clínicas de cirurgia plástica. E muitas butiques elegantes de moda feminina e masculina. Essa mesma realidade se repete em todas as outras cidades. Tudo bem. Em algumas a quantidade é muito maior. Talvez faltem cinemas e teatros. Mas Araçatuba tem 160 mil habitantes. São Paulo: 15 milhões. Araçatuba tem 100 profissionais. São Paulo: 15 mil (dados da RB Mkt - referem-se a profissionais atuantes).

As dimensões são diferentes. O comportamento é muito parecido. Estamos lidando com pessoas de uma classe social com médio e alto poder aquisitivo (Clientes potenciais dos profissionais) que acessam Internet, viajam pelo mundo, lêem as mesmas coisas, assistem aos mesmos programas. Observa-se uma padronização de estilos, necessidades e outros comportamentos.

Lojas como Florense, Todeschini. Saccaro, Portobello Shop e Sierra. Produtos como Deca, Luxaflex, Durafloor, Eliane, entre outros, estão em todos os lugares do Brasil. Esses fabricantes seguem as tendências internacionais. Ou seja, nossas casas, clínicas, bares e lojas repetem modelos existentes em outros mercados. Diferem as dimensões e detalhes como clima, quantidade de luz natural e paisagem.

Podemos dizer que os profissionais enfrentam os mesmos problemas em qualquer uma dessas cidades. Diferem as dimensões. Mas eles são os mesmos. Confiram alguns deles. A lista abaixo é resultado de diversos depoimentos que colhi em todas essas oportunidades e foram ouvidos com a mesma intensidade em todas as localidades (estivemos em mais de 30 cidades diferentes só em 2006!).

Problemas mais comuns ouvidos de profissionais sediados em Araçatuba e Belém, passando por Caxias e Caldas Novas (Goiás), entre outras 30 cidades. Confira:

- Os Clientes não querem pagar pelo projeto (ou pagam pouco).

- O problema é que existem profissionais que fazem qualquer negócio para ganhar um cliente, trabalham até sem cobrar pelo projeto.

- Os fornecedores respeitam cada vez menos a RT: é comum os vendedores repassarem-na como desconto para o Cliente.

- O pagamento da RT é mais e mais irregular: parece que os fornecedores estão com problemas para cumprir compromissos.

- Temos enormes problemas com mão de obra (pintores, gesseiros e marceneiros).

- Os fornecedores estão se tornando concorrentes dos profissionais, pois oferecem cada vez mais serviços para o Cliente.

- Os clientes não respeitam o profissional, passando por cima de especificações e nos traindo.

- Treinamos assistentes que, depois de um tempo, nos abandonam e levam alguns de nossos Clientes.

- Não consigo encontrar estagiários e assistentes capacitados e isso limita meu crescimento.

- Nos últimos anos tenho que trabalhar o dobro para ganhar o mesmo de antes.

- Os Clientes não entendem o verdadeiro papel do arquiteto ou designer de interiores e querem interferir em situações que não dominam.

- Os Clientes muitas vezes impõem decisões a seus fornecedores, o que acaba gerando problemas na obra.

- Os Clientes demoram para decidir, o que complica todo o processo de gestão do projeto.

Então, existe ou não muita coisa a ligar todos os profissionais em qualquer parte do país? Mais importante do que a renda do Cliente, seus hábitos e seu ambiente cultural, nos afligem situações comuns associadas à natureza da profissão. Isso justifica a adoção de programas coletivos que possibilitem desenvolver ações de melhoria da capacitação gestora do negócio, que permitam a instauração de câmaras setoriais que conduzam à discussão produtiva, reunindo profissionais e empresários do setor, e à mobilização em torno de um programa de desenvolvimento de mão de obra.

Por: Ricardo J. Botelho

plataforma de negócios

Domingo, 12 de Agosto de 2007

Um escritório de Arquitetura ou Design de Interiores estrutura seu faturamento em cinco frentes principais:

1. Projeto
2. Administração de Obra
3. Reserva Técnica
4. Gestão de Obra
5. Serviços

O mais freqüente é encontrarmos os itens 1, 2 e 3 bastante desenvolvidos e respondendo por quase 100% dos recursos que entram nos escritórios. Gestão de Obra e Serviços ainda são fontes de ingresso pouco exploradas.

Situação Atual x Potencial de Ampliação de Faturamento

Projeto - há uma forte pressão por redução do preço pago pelo cliente, fruto da oferta elevada de mão-de-obra que gera disputa acirrada entre os profissionais. Mesmo quando o profissional consegue cobrar bem pelo Projeto, sua capacidade de atendimento de múltiplos Clientes simultaneamente é limitada. A concepção do Projeto e a elaboração do Projeto Executivo requerem bastante tempo e elevada energia de recursos humanos, o que pode representar, por outro lado, custos altos e menor lucratividade. Sem poder aumentar o valor dos honorários e, ilhado nessa equação de custos, o profissional vê seu faturamento estável, sem muita chance de crescimento.

Administração de Obra - no passado um profissional chegava a cobrar entre 15% e 20% sobre os valores gastos pelo Cliente na execução da reforma ou decoração como taxa de administração de obra. Os tempos mudaram e os Clientes agora querem pagar muito menos: na média 7% segundo recente pesquisa realizada pela Ricardo Botelho Marketing.

Reserva Técnica: Ainda responsável por grande parcela dos honorários, o pagamento da RT tem sido feito de forma irregular por boa parte dos fornecedores. Isso acontece porque o fluxo de caixa nessas empresas (em geral varejistas) tem sido também pontuado por altos e baixos. Assim, os prazos de recebimento da RT têm se alongado gerando buracos no ingresso de dinheiro na conta dos profissionais. Se um escritório tem na RT mais do que 30% do seu faturamento total essa condição de mercado pode interferir bastante nos negócios.

Gestão de Obra - Uma frente com enorme potencial de faturamento e pouco explorada por Arquitetos e Designers de Interiores que, por isso, assistem a entrada dos engenheiros nesse segmento. Cada vez mais, os Clientes tendem a contratar pacotes fechados que inclui projeto e execução. Outra tendência que virá para ficar é a total transparência no processo de gestão da obra, com alta eficácia na contratação de serviços e compra de produtos. Uma boa aposta é no desenvolvimento de sistemas de remuneração na bonificação pelo Cliente quando o profissional cumpre prazo e orçamento inicialmente previstos.

Serviços - depois do serviço original concluído (por exemplo, uma reforma) dificilmente o profissional volta a faturar com trabalhos para um mesmo Cliente. Isso até acontece, mas muito tempo depois. Esses serviços são aqueles que o Cliente vai precisar periodicamente e estão associados a necessidades de manutenção - pintura, jardinagem; revisões tecnológicas - home teather, alarmes etc. Desprezada pela maioria dos escritórios, a área de Serviços pode ser uma oportunidade real de ampliação do faturamento.

Por: Ricardo J. Botelho

arte e Design

Domingo, 12 de Agosto de 2007

Se formos parar para analisar, no Art Nouveau começa a existir a idéia de design atrelado à arte, devido à oposição que esse movimento fez à Era industrial, que então florescia em boa parte do século XIX. Oposição não no sentido de ressaltar o artesanal, como idealizava William Morris, mas de dar formas que faltavam nas estruturas esterilizadas que os produtos fabricados pelas máquinas produziam. Sendo assim, sofre uma forte influência das artes aplicadas e trabalhadas em materiais que condiziam com os produzidos nas grandes indústrias, tais como o ferro e o vidro, alicerçando as bases para a idéia do profissional de design.

Percorrendo um pouco na História da Arte, poderemos perceber que esta, também como o design, serviu a uma necessidade do homem, atrelada sempre a questões políticas, sociais, culturais e financeiras. O design surge nos tempos primitivos assim como a arte e tem sua importância em destaque quando existe um poder maior, que faz dela uma ferramenta para um determinado fim ou interesse.

O conceito de arte está completamente ligado ao mundo em que o homem vivia, tempos em que não estamos dando conta que se acabou e que pode ser analisado por essa passagem da arte para o design. O homem se apropriou da arte quando sabia que através desta podia envolver, revelar ou até mesmo impor algum tipo de pensamento em outrem e é exatamente isso que o design faz agora. Não existe mais espaço na vida do homem para a arte. Ele está deixando de apreciar o belo sentimental, a sensibilidade do natural, para aderir ao belo funcional, ágil, mecânico e tecnológico e, como peça chave disso, está o design. O redescobrimos, pois dele agora necessitamos; iremos nos apropriar desse novo mecanismo para atender as expectativas do mundo industrial, capitalista e dos novos ideais tecnológicos.

Feita essa análise é possível ver claramente a situação atual e até mesmo levantar hipóteses a respeito de como se encaminhará, no decorrer do século XXI, essas duas manifestações. É certo que hoje o design se constitui bastante relevante na vida das pessoas, mesmo que a grande maioria não perceba, e o que também não é diferente da arte. O grande problema é que, aos poucos, o design, produto dos novos tempos, está tomando em certa medida, o lugar que antes era ocupado às belas artes. Duas coisas podem ocorrer: uma grande manifestação por parte dessa em repúdio ao design, onde ocorrerá a retomada dos valores artísticos ou o paulatino falecimento da arte em favor do design, que continuará a se consolidar, trazendo diferentes bifurcações no decorrer dos tempos - o mesmo que aconteceu nas artes. Digo isso, pois os valores de ambos já se encontraram, hoje já existem peças de design que tem significância de uma verdadeira obra-de-arte. Da mesma forma que as obras feitas hoje, já não tem o valor das desenvolvidas no impressionismo, por exemplo, considerado o ultimo movimento artístico com mais relevada importância. O que pode ser notado como um marco, pois este antecede a Era industrial e o Art Nouveau.

Estudar, observar e refletir sobre essas questões, analisando-a como um conjunto e não como parte isolada, faz nos sentir vivos e como protagonistas dessa densa história. Como designers somos o fruto de uma nova geração e é dessa forma, assumindo toda a responsabilidade do que produzimos como profissionais, que devemos adotar o nosso ofício, pois amanhã seremos cobrados e responsabilizados por nossas contribuições por fazemos parte deste mesmo processo.

Estudante de graduação de Design de Moda na Faculdade da Cidade do Salvador*
Portal Design Brasil

varejo e prestação de serviço

Domingo, 12 de Agosto de 2007

Muitos profissionais gostariam de atuar junto a clientes da área de varejo e de serviços, mas sentem dificuldade no momento de vender o seu trabalho. Faltam argumentos diante da frieza ou ceticismo dos clientes no resultado da intervenção do profissional. Não se trata de ter ou não recursos. É, na verdade, falta de informação (cultura do negócio) para valorizar a sua atividade. Por outro lado, os profissionais nem sempre dominam conceitos de marketing que podem se transformar em fortes argumentos para convencer o potencial cliente.

Entendemos que o mercado caminha, cada vez mais, na direção de exigir conhecimentos holísticos dos profissionais que vão além da planificação do espaço e de sua ocupação. Fará sucesso aquele escritório que se envolver com o todo da operação do Cliente no que se refere a qualidade do produto vendido ou serviço prestado, no respeito aos direitos do consumidor, no sistema de atendimento, no pós-venda etc.

Por: Ricardo J. Botelho

Por Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - Enquanto comerciantes paulistanos tentam adequar suas fachadas à Lei Cidade Limpa, empresas do setor de publicidade exterior já foram punidas pela não-retirada de suas peças da cidade.

Conheça mais sobre a lei, de 26 de setembro de 2006, de acordo com o site Prefeitura de São Paulo e com a Secretaria de Subprefeituras.

– A lei proíbe qualquer tipo de publicidade externa, como outdoors e painéis em fachadas de prédios, considerados “mídia agressiva”.

– Até 3 de maio foram removidas 1.695 peças de publicidade exterior ostensiva, como outdoors, totens e painéis grandes, segundo a Secretaria de Subprefeituras. Estima-se que haja 8.000 peças do tipo na capital paulista.

– Multas começaram a ser aplicadas em 1o de janeiro para anúncios publicitários; a partir de 1o de abril, anúncios indicativos (como fachadas de lojas) também podem resultar em multas.

– A multa para quem não se adequar é de, pelo menos, 10 mil reais, e o valor poderá dobrar se a peça continuar no local após o prazo de cinco a 15 dias, dependendo do tipo de anúncio, a partir da primeira multa. Segundo a Secretaria de Subprefeituras, até o início de abril, 520 multas foram aplicadas por outdoors e painéis irregulares, arrecadando cerca de 15,8 milhões de reais.

– São consideradas exceções à lei, por exemplo, placas com informações de horário de atendimento ou de estacionamento, desde que não contenham logomarca e não constituam atividade própria. Fica permitida publicidade em relógios de temperatura, lixeiras, pontos de ônibus.

– Também estão isentos os cartazes de eventos culturais exibidos no local da atividade, com limite de 10 por cento da área total das fachadas. Além disso, anúncios que estão incorporados à paisagem da cidade, considerados pela Prefeitura como de “valor histórico”, como o relógio do Banco Itaú na Avenida Paulista. Nestas instâncias, haverá uma consideração caso a caso pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana.

– A adequação das fachadas de comércio será limitada pelo tamanho da frente do estabelecimento, num limite de dois anúncios de 10 metros quadrados cada para imóvel com testada acima de 100 metros.

informacoes - site ProSinal

Segunda, 7 de Maio de 2007

> Sou profissional free lance da área de comunicação visual e gostaria, por favor, que me enviassem os layouts dos veículos para me auxiliar em meus trabalhos de criação de design em veículos para clientes.
> Fico feliz em conhecer através do seu site os excelentes serviços que vocês prestam na área de sinalização e em poder contar com os mesmos como referência para meus clientes.
>
> Sem mais até o momento, agradeço desde já a prestimosa atenção.
>
> Atenciosamente,
>
> Ronaldo Moreira
> Rio de Janeiro
>

mídia exterior em SP

Sábado, 5 de Maio de 2007

04/05/2007 - 17h34
São Paulo vive choque de imagem com Lei Cidade Limpa

Por Sérgio Spagnuolo
SÃO PAULO (Reuters) - Andar por São Paulo hoje é uma experiência inusitada. Outdoors gigantes, luminosos coloridos, placas de identificação de lojas vão desaparecendo da paisagem da maior e mais rica cidade do país.
O mercado de 180 milhões de reais da chamada “mídia exterior” não passou pelo crivo da Lei Cidade Limpa, implementada neste ano pelo prefeito Gilberto Kassab, regulamentação que alimentou o debate político local no aquecimento para as eleições municipais do ano que vem.
“A discussão dessa lei se iniciou quando chegamos à conclusão de que um dos principais problemas da cidade de São Paulo era a poluição: poluição da água, poluição do ar, poluição sonora e também a poluição visual”, disse Kassab (DEM) em entrevista à Reuters.
Substituto de José Serra (PSDB), que foi eleito para o governo paulista, Kassab diz que não vê na lei um trunfo eleitoral, que eventualmente poderia melhorar o baixo índice de aprovação de sua administração: 16 por cento na última pesquisa Datafolha, de março. “O importante é a avaliação da gestão”, disse.
Segundo a Secretaria de Subprefeituras, até 3 de maio haviam sido removidas 1.695 peças de publicidade exterior, a chamada “mídia agressiva”, como outdoors e painéis em prédios. Isso representava pouco mais de 20 por cento das estimadas 8.000 peças da cidade, mas já modificava o cenário, lembrando as noites de outdoors apagados durante o racionamento de energia de 2001-2002.
Embora a prefeitura esteja realizando parte da remoção das peças, Kassab disse que a conta irá para as empresas. Além disso, são aplicadas multas de pelo menos 10 mil reais, valor que pode dobrar se a peça continuar no local após a primeira autuação. Até o início de abril, 520 multas haviam sido aplicadas, somando quase 15,8 milhões de reais.
MÉDICO E MONSTRO
A Lei Cidade Limpa ganhou defesa pública em órgãos da imprensa local, incluindo artigo do influente cineasta brasileiro Fernando Meirelles. O diretor de “O Jardineiro Fiel” e “Cidade de Deus” disse que queria beijar o prefeito pela oportunidade de “poder voltar a ver nossa cidade”.
Na avenida 9 de Julho, uma das mais tradicionais vias da capital, o gerente da loja de móveis Eikon Brasil, Marco Santos, 39 anos, reflete a opinião dividida da sociedade paulistana.
“A lei é boa, mas é penosa”, afirmou Santos, que calcula o custo de retirada e adequação da identificação da loja em 2.700 reais.
Marcos Antonio Moura, 42 anos, proprietário da loja de artigos para motocicletas Fire Horse, na avenida Dr. Arnaldo, importante via da Zona Oeste, vê prejuízo para os pequenos comerciantes.
“Atingiu muito a gente. Pra eu divulgar meu serviço ou qualquer coisinha que eu for fazer, fica bem restrito pra nós, pequenos comerciantes”, comentou Moura, lamentando os gastos de 3.800 reais com a fachada e mais de 1.000 reais com a adequação.
“A prefeitura não vai me ajudar, nem abater isso do meu IPTU”. Ele mesmo pintou a fachada com tinta preta. Para o comerciante, o visual ficou pior.
UMA DEMÃO DE TINTA
Após a retirada de anúncios indicativos em grande parte do comércio, muitas fachadas cobertas por painéis revelaram a falta de manutenção. Mas o presidente do Instituto de Engenharia em São Paulo, Edemar Amorim, demonstra confiança no potencial de embelezamento da cidade.
“A prefeitura deveria punir quem não cuida e, por outro lado, deveria estimular através de (cortes nos) impostos”, disse. “Descobrimos uma cidade antiga, bonita, que está muito suja e feia. A segunda etapa seria estimular essa adequação… Pintura é uma coisa barata.”
O Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo (Sepex) tentou uma reação à Lei Cidade Limpa, inclusive na Justiça. O advogado Rogério de Menezes Corigliano, representante da entidade, aponta inconstitucionalidade.
“A idéia da lei é muito simpática. O Sepex é favorável a uma cidade limpa, não à Lei Cidade Limpa, porque a lei está extinguindo uma atividade lícita”, disse o advogado. “Então vamos regulamentar, não proibir, é esse nosso ponto principal”, acrescentou.
Na batalha judicial, a ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância jurídica do país, suspendeu em 27 de abril uma liminar obtida pela Sepex.
Segundo estimativa fornecida pela assessoria de imprensa do Sepex, mais de 10 mil funcionários foram demitidos e várias empresas de anúncios fecharam as portas devido à Lei Cidade Limpa.